Será o Fim dos E-mails? Novas Gerações de Trabalhadores Buscam Outras Plataformas de Colaboração

 Será o Fim dos E-mails? Novas Gerações de Trabalhadores Buscam Outras Plataformas de Colaboração

Pesquisa mostra que trabalhadores mais jovens têm maior tendência a usar uma combinação de ferramentas colaborativas aos métodos ‘tradicionais’.

As plataformas de colaboração podem ser novidade para algumas pessoas, mas muitas organizações já as usavam para gerenciar projetos internos muito antes da demanda de isolamento social causada pela pandemia do novo coronavírus. Sem dúvida, essas ferramentas colaborativas ganharam popularidade nos últimos meses e, agora, reformulam a gestão de projetos dentro das empresas e até mesmo as formas de trabalho comuns até então. Uma pesquisa aponta que 25% dos trabalhadores usam pelo menos um aplicativo de quatro empresas diferentes de tecnologia como parte do fluxo de trabalho diário.

O estudo descobriu também que pessoas com menos de 30 anos podem abandonar o serviço de e-mail, uma vez que, cada vez mais, usam uma combinação de aplicativos de colaboração. A pesquisa publicada no site Fast Company foi desenvolvida pela empresa de consultoria Creative Strategies, com quase mil trabalhadores remotos norte-americanos.

Conjunto de ferramentas

No local de trabalho moderno, cada vez mais os colaboradores desejam escolher o software e os serviços que melhor cabem para suas equipes. Segundo a pesquisa, frequentemente, os funcionários escolhem essas soluções de muitas empresas diferentes. O estudo sugere que não há monopólio de uma empresa sobre as ferramentas, para nenhum caso de uso relacionado ao trabalho. Um quarto dos entrevistados disse que usam pelo menos um aplicativo de quatro empresas diferentes de tecnologia diariamente como parte de seu fluxo de trabalho. As sobreposições mais comuns são Microsoft, Google, Zoom e Apple (com o iMessage).

As plataformas de videoconferências reforçaram essa tendência. Elas são a nova norma de comunicação, substituindo as interações pessoais, e os funcionários remotos usam uma variedade de plataformas, incluindo Zoom, Slack, Microsoft Teams, Skype e até o FaceTime da Apple. Um terço dos entrevistados disseram usar pelo menos três aplicativos diferentes para videoconferências semanalmente. Zoom, Skype e FaceTime foram os aplicativos de videoconferência mais frequentemente associados à colaboração de pessoas com menos de 30 anos.

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Os funcionários geralmente escolhem seu próprio hardware corporativo, seu próprio software e até seus próprios serviços em nuvem. Cada vez mais, o papel da TI é validar e abençoar uma ampla gama de tecnologias, em vez de determinar quais opções os funcionários podem usar. Em alguns casos, as empresas usam esse tipo de liberdade como uma vantagem para atrair talentos, diz o relatório. A flexibilidade do uso de software também está relacionada à flexibilidade e a ampliação do trabalho remoto, provavelmente mesmo após a pandemia.

Será o fim do e-mail?

Para todas as faixas etárias acima de 30 anos, o e-mail estava entre as principais ferramentas consideradas de colaboração. O que muda drasticamente quando se é analisado as respostas daqueles com menos de 30 anos. Segundo o relatório, para esse grupo, o Google Docs era, de longe, o aplicativo mais associado à colaboração. O aplicativo de videoconferência Zoom ficou em segundo lugar, seguido pelo iMessage.

Ao analisar mais detalhadamente os dados, é possível identificar um viés geracional entre o Microsoft Office e o Google Docs. Os trabalhadores com idade até 30 anos usam com mais frequência as ferramentas do Google (55%), com o app GSuite para colaboração, enquanto somente 32% usam o aplicativo do Microsoft Office.

O resultado é inverso se analisar os dados sobre os trabalhadores com mais de 30 anos, com 61% usando um aplicativo do Office diariamente para colaboração e apenas 30% usando um aplicativo GSuite. De acordo com o relatório, os dados podem refletir um cenário de “quem escolhe versus quem usa”, em que os trabalhadores mais jovens escolhem os aplicativos que consideram melhores para eles, enquanto os mais velhos têm maior probabilidade de aceitar os aplicativos escolhidos pelo empregador. Isso ajuda a explicar o domínio que o Microsoft Office possui nas empresas, especialmente as grandes.

O grupo de trabalhadores com menos de 30 anos pode acabar sendo a que finalmente pode matar os e-mails, mas pode não ser o Teams ou o Slack que ocupe a maior parte da troca de mensagens relacionada ao trabalho desse grupo. O iMessage, da Apple, foi bem mais cotado entre os trabalhadores com menos de 30 anos do que as outras duas ferramentas – que estavam bem abaixo da lista.

As pessoas mais jovens geralmente têm maneiras únicas de abordar as práticas de negócios, como a colaboração. Sua abordagem pode ter sido influenciada por ferramentas com as quais cresceram no mundo do consumidor e nem sempre se encaixa nas ferramentas mais usadas nos negócios. E à medida que esses usuários envelhecem e passam a constituir a parte principal da força de trabalho, as ferramentas de negócios serão forçadas a adaptar suas ferramentas para acomodá-las.

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

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