Recuperação econômica do Brasil passa pelo uso massivo das telecomunicações

 Recuperação econômica do Brasil passa pelo uso massivo das telecomunicações

No segundo dia do Painel Telebrasil 2020, que aconteceu nesta  terça-feira, 15, executivos afirmam que a transformação digital se acelerou impactada pela Covid-19, e reiteram a necessidade da revisão da carga tributária do setor para a ampliação da oferta de serviços. Governo promete uma série de novas regulações para agilizar o uso de novas tecnologias e a criação de um ambiente de negócios competitivo e estável para novos investimentos.

O Painel Telebrasil 2020 começou com o debate sobre um mundo transformado pela pandemia da Covid-19. Executivos do setor reforçaram que a recuperação econômica do País passa pelo uso massivo das telecomunicações, mas reiteraram a necessidade de medidas como a revisão da carga tributária imposta ao setor para que possa haver uma inclusão efetiva na oferta de serviços aos brasileiros.

Representante do governo, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, anunciou que estão sendo preparadas medidas que permitam um ambiente de negócios saudável, competitivo e estável para viabilizar novos investimentos. Reforçou que, em duas semanas, o governo apresentará ao Congresso Nacional o Marco Legal das Startups, que terá, segundo ele, um grande impacto no avanço do País rumo à revolução da indústria 4.0.

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O presidente do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari, abriu o debate enfatizando que é urgente pensar em uma reforma tributária ampla para que se possa usar os recursos em ações mais produtivas para o Brasil. O setor, afirmou Ferrari, apoia a PEC 45, que tramita no Congresso Nacional e reduz a carga tributária do setor. “No Brasil, gastam-se 1.500 horas por ano para todo o trabalho de cálculos e recolhimento tributários. Precisamos reduzir a complexidade para o País avançar”, pontuou.

O presidente da Claro, José Félix, lembrou que a pandemia revelou as diversas oportunidades para mudanças efetivas dentro das corporações. Observou que a própria companhia colocou 24 mil colaboradores em home office em menos de 10 dias e que ações digitais foram implementadas em tempo recorde, como os serviços de atendimento ao cliente por meios digitais. “Foi tudo muito rápido, e o que foi feito não volta mais. O digital será cada vez mais uma realidade”, frisou. Sobre o leilão do 5G, o presidente da Claro afirmou que a reserva de 100 MHz de frequência é o mínimo possível de banda para que as grandes operadoras possam ter uma rede de qualidade e serviços.

Reforçou que, para prevenir ações especulativas, o governo precisa dar uma previsão do uso do espectro para o 5G. “Só assim se afasta o risco de aquisição de espectro por aventureiros e especuladores que entrem no leilão apenas para revender depois a frequência”, advertiu. Com relação à interferência do 5G nas antenas parabólicas, Félix sustentou que ela pode ser mitigada a partir de uso de filtros, com um custo estimado em R$ 500 milhões, mas há um debate – ruim para o Brasil – que põe à mesa uma migração que pode custar R$ 3,5 bilhões. “É um risco muito forte de atraso na implantação do 5G porque é um custo muito elevado.”

O CEO da Huawei, Sun Baocheng, lembrou em sua palestra, que a pandemia reforçou a demanda por conectividade para todos. Também mudou todo o modelo conhecido na educação e até no serviço público, onde o digital passou a ter uma participação muito mais efetiva. “Tudo na vida mudou e a conectividade se mostrou crucial para tudo funcionar”, relatou.  Baocheng observou que a Huawei já fez muito no Brasil, mas ainda tem muito mais a fazer. “O futuro do Brasil é ser 100% conectado”, adicionou. O CEO lembrou ainda que a companhia tem 22 anos de presença no Brasil, emprega 1.200 pessoas de forma direta e cria mais de 15 mil empregos indiretos.

Carlos da Costa garantiu que o 5G é uma prioridade do governo Bolsonaro, observando a soberania do país, a segurança das informações – absolutamente fundamental no mundo conectado – e o custo necessário para fazer avançar a tecnologia para todo o Brasil.

Ele também sublinhou que o governo trabalha ao lado do SENAC e do SEBRAE para formar um capital humano qualificado. “Esse é um dos gargalos enfrentados pelo País na indústria 4.0. Nosso objetivo é ter mais de 1 milhão de empresas qualificadas, com um ambiente legal estável e simplificado até o final deste ano. Queremos um ambiente concorrencial aberto, livre e protegido para garantir a estabilidade, com a segurança das informações e com mais produtividade da indústria”, completou.

Por Redação

Via tiinside

Editor MDR

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