Quase 90% dos brasileiros desejam jornada de trabalho flexível, diz estudo

 Quase 90% dos brasileiros desejam jornada de trabalho flexível, diz estudo

Trabalho remoto desafiou normas em torno do modelo de trabalho, e os brasileiros querem manter alguns desses novos aspectos mesmo após a Covid.

O home office foi uma das primeiras medidas tomadas pelas empresas no início da pandemia. Embora algumas empresas já fossem acostumadas com o trabalho à distância, a grande maioria precisou correr contra o tempo para fazer a migração e se adaptar às novas demandas do trabalho remoto. Após a adoção massiva desse modelo de trabalho, que inclui flexibilização de jornada e local híbrido de trabalho, a maioria dos trabalhadores brasileiros querem manter muitos aspectos positivos que surgiram na nova forma de trabalhar.

De acordo com a pesquisa Workforce of the Future da Cisco, a rápida implementação de tecnologias inovadoras para se conectar no trabalho (83%) e a oportunidade de gerenciar a saúde mental e bem-estar (81%) são os principais benefícios destacados pelos entrevistados, além da possibilidade de colaborar como um time, mesmo não estando na mesma sala (81%).

“A pandemia e a rápida adoção de tecnologias digitais estão mudando fundamentalmente a natureza do trabalho. Estamos vendo novos padrões com as pessoas priorizando autonomia e flexibilidade. As equipes estão mais distribuídas e a cultura de uma empresa é mais importante do que nunca. A tecnologia de colaboração que usa IA, sensores ambientais e análises avançadas são essenciais para capacitar os funcionários, mantendo as equipes conectadas e produtivas em todos os locais, enquanto aumenta a segurança no local de trabalho”, destaca Laércio Albuquerque, Presidente da Cisco do Brasil.

A nova pesquisa, realizada com mais de 25.000 pessoas em 27 países da Europa, Oriente Médio, Rússia, Ásia e América Latina (Brasil e México), perguntou aos trabalhadores quais eram suas expectativas com relação aos empregadores de 2021 em diante. Os resultados mostram que os empregados veem este momento como um divisor de águas, desafiando as normas culturais do ambiente de trabalho.

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Embora apenas 7% de todos os entrevistados trabalhassem em casa na maior parte do tempo antes do lockdown, no Brasil este índice era de apenas 4%, agora uma grande maioria (88% no mundo e também no Brasil) espera ter autonomia para decidir como e quando usar o espaço do escritório. O que mostra a preferência para um modelo híbrido, combinando entre trabalhar no escritório e trabalhar remotamente, diz o estudo.

Refletindo sobre os últimos seis meses, 79% dos brasileiros têm uma melhor avaliação agora dos benefícios e desafios de trabalhar em casa. Mudanças positivas estavam acontecendo à medida que os líderes demonstravam maior confiança em suas equipes para fazer bem o seu trabalho (54%). Os funcionários conseguiram equilibrar melhor a vida em torno do trabalho, com 78% incluindo mais exercícios em sua rotina diária. Com o mesmo espírito, 39% desejam continuar viajando menos e usar o tempo de forma mais produtiva, enquanto 51% preferem viajar menos pensando no meio ambiente.

Tecnologias de colaboração

Quando os entrevistados, de todo o mundo, foram perguntados sobre o que priorizariam se tivessem a chance de ser CEO por um dia, 84% disseram que priorizariam a integração efetiva de comunicação e colaboração, acima de tudo. Para que isso aconteça, 83% dos empregados no mundo, e 89% no Brasil, acreditam que as empresas precisam fornecer à força de trabalho tecnologia semelhante em casa e no escritório. Na verdade, 69% concordam que um dos grandes pontos positivos do lockdown é a prova de que os funcionários não precisam estar na mesma sala para colaborar de forma eficaz. No Brasil, 81% compartilham dessa mesma opinião.

Empregados de todas as idades também gostariam de ter mais treinamentos em tecnologia: 89% dos entrevistados no Brasil acreditam que mais habilidades digitais serão fundamentais para o sucesso dos negócios em 2021.

Outro destaque da pesquisa sobre o novo mundo de trabalho no Brasil é a necessidade de ter tecnologias de cibersegurança para manter os funcionários mais seguros trabalhando em casa. Esta foi a opinião de 90% dos entrevistados quando perguntados o que fariam se fossem CEO por um dia. Da mesma forma, a cibersegurança deve estar entre as prioridades do orçamento de 2021 das empresas para 35,5% dos entrevistados no país, vindo atrás somente do investimento em tecnologias necessárias para tornar o funcionário ainda mais produtivo e efetivo (50%) e de oferecer tecnologia para tornar o escritório um espaço mais seguro do ponto de vista da saúde (37,5%).

Por Redação

CIO

Editor MDR

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