Produção industrial tem queda recorde de 18,8% em abril, aponta IBGE

 Produção industrial tem queda recorde de 18,8% em abril, aponta IBGE

Resultado não tem precedentes — é o pior da série histórica do setor, iniciada em 2002.

Sob impacto das medidas de isolamento social devido à covid-19, a produção da indústria nacional caiu 18,8% em abril, na comparação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado não tem precedentes — é o pior da série histórica do setor, iniciada em 2002. Em março, a produção já havia recuado 9% frente ao mês anterior — variação revisada de uma queda de 9,1% anteriormente divulgada.

A mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data era de queda de 32,2% no mês. O intervalo das projeções ia de baixa de 17% a recuo de 50,5%.

Ante abril de 2019, a produção industrial brasileira diminuiu 27,2%, a maior queda da série histórica da pesquisa. Para essa base de comparação, a mediana das projeções era de queda de 40%.

Com o resultado, a produção da indústria acumula agora queda de 8,2% no ano e de 2,9% em 12 meses.

Todas as grandes categorias econômicas de bens industriais acompanhadas pelo IBGE tiveram quedas recordes de produção em abril.

A mais impactada foi a produção de bens duráveis, que recuou 79,6% na comparação com março. Foi a baixa mais intensa desde 2002, início da série histórica. Frente a abril de 2019, o indicador mostrou recuo de 85%.

Outro destaque negativo veio dos bens de capital, com decréscimo de 41,5% perante março. Ante abril de 2019, a queda dos bens de capital foi de 52,5%.

Em relação aos bens intermediários, a pesquisa apontou declínio de 14,8% em abril, frente ao mês anterior. Em relação a um ano antes, essa categoria de bens mostrou recuo de 17,1%.

Já os bens de semiduráveis e não duráveis cederam 12,4% na passagem de março para abril. Frente a abril de 2019, a queda foi de 25,2%.

Por Valor Econômico

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

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