Produção industrial brasileira sobe 2,6% em setembro, mas acumula perda de 7,2% no ano

 Produção industrial brasileira sobe 2,6% em setembro, mas acumula perda de 7,2% no ano

Resultado do mês ficou acima da mediana das projeções de instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data

indústria brasileira completou seu quinto mês consecutivo de crescimento. A produção avançou 2,6% em setembro, frente a agosto, pela série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou acima da mediana das projeções de instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de 2,4% de aumento. O intervalo das estimativas ia de 1,7% a 4,3% de crescimento.

Após cinco meses de recuperação, a produção do setor zerou as perdas da pandemia, concentradas nos meses de março (-9,4%) e abril (-19,5%). O setor cresceu em maio (8,7%), junho (9,6%), julho (8,6%) e agosto (3,6%, revisado de alta de 3,2% anteriormente divulgada).

Segundo a pesquisa, a produção industrial encontra-se agora 0,2% acima do patamar de fevereiro, o mês que antecedeu as medidas de isolamento social para enfrentamento da pandemia.

O nível da produção está 3,4% acima de setembro de 2019. E acumula queda de 7,2% no ano e de 5,5% em 12 meses, conforme o IBGE.

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SEGMENTOS

Os bens duráveis e de capital foram, mais uma vez, os destaques da recuperação da indústria em setembro, mês de crescimento da produção entre todas as grandes categorias econômicas acompanhadas pela pesquisa do IBGE.

A produção de bens duráveis aumentou 10,7% de agosto para setembro e 2,2% contra setembro de 2019, mas ainda recua 26,7% no ano.

Entre março e abril, as medidas de enfrentamento da pandemia provocaram paralisação de fábricas. Foram concedidas férias coletivas, houve redução de jornada de trabalho e outras medidas. O setor iniciou seu processo de recuperação em maio.

Já a produção de bens de capital avançou 7% na passagem de agosto para setembro. Quando comparada a setembro do ano passado, a categoria mostrou queda de 2%, a única ainda em terreno negativo para esse tipo de comparação.

No caso de bens de consumo semiduráveis e os não duráveis, a produção registrou expansão de 3,7% em setembro, frente ao mês anterior. Essa categoria tem elevação de 1,8% frente a setembro do ano passado, mas cai 7,6% no acumulado de 2020.

Já os bens intermediários (usados para produção de outros bens) cresceram 1,3% no mês em setembro. Categoria de maior peso na pesquisa industrial do IBGE, os intermediários sobem 5,5% frente a setembro de 2019, mas caem 3,1% no acumulado do ano.

ATIVIDADES

Dos 26 ramos da indústria acompanhados pelo IBGE, 22 apresentaram alta de produção na passagem de agosto para setembro.

Além disso, dos 26 ramos, 15 recuperaram o nível de produção de fevereiro deste ano, o mês que antecedeu as medidas de isolamento social.

A atividade com maior influência para o resultado geral da indústria foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias (+14,1%). O setor também havia sido um dos mais afetados pelo choque inicial da pandemia.

Outros destaques positivo da indústria no mês foram os ramos de máquinas e equipamentos (+12,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçado (17,1%) e produtos alimentícios (1,2%).

No lado das taxas negativas em setembro, a principal influência negativa foi a indústria extrativa, com queda de 3,7% da produção ante agosto. O setor interrompeu três meses consecutivos de recuperação.

Por Redação

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

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