Pesquisadores utilizam supercomputadores para analisar coronavírus

 Pesquisadores utilizam supercomputadores para analisar coronavírus

Diferentes centros e instituições estão disponibilizando uso de equipamentos para combater e entender melhor o Covid-19.

Projetos de pesquisa típicos de supercomputação estão sendo congelados para que os equipamentos sirvam para pesquisadores que estudam o coronavírus e suas consequências. Enquanto alguns projetos são deixados em segundo plano, devido à crise global, outros são criados para estudar a propagação do vírus e analisar os impactos das medidas de distanciamento social, segundo reportagem do Wall Street Journal 

Segundo Dan Stanzione, Diretor Executivo do Texas AdvancedComputing Center, esta é a prioridade agora. Uma iniciativa envolvendo laboratórios nacionais do Departamento de Energia, empresas de tecnologia e instituições acadêmicas, dá acesso a supercomputadores que contêm dezenas de milhares de processadores e são capazes de realizar grandes cálculos em um dia. Um laptop com apenas um processador levaria anos para fazer o mesmo serviço. 

O Covid-19 High Performance Computing Consortium possui cerca de 30 sistemas de supercomputação que, segundo a reportagem, representam mais de 330 petaflops de capacidade computacional. Um petaflop permite 1.000 trilhões ou um quadrilhão de operações por segundo. 

O Texas Advanced Computing Center, que faz parte do consórcio, abriga dois supercomputadores, Frontera e Stampede2, além de outros menores, aos quais os pesquisadores podem acessar remotamente. São cerca de 100 pesquisadores no país utilizando os computadores do centro para, aproximadamente, dez projetos diferentes sobre o Covid-19, contou Stanzione ao WSJ. 

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Pesquisas em andamento 

As parcerias de supercomputação entre pesquisadores, funcionários do governo e empresas de tecnologia enfatizam que há uma urgência em acelerar a compreensão sobre o vírus, disse Chirag Dekate, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. 

O diretor disse que algumas das máquinas às quais os pesquisadores têm acesso são mais poderosas e rápidas do que os recursos de computação normalmente usados por empresas, incluindo empresas farmacêuticas. 

Lauren Meyers, Professora de Biologia Integrativa da Universidade do Texas em Austin, está usando o centro para avaliar o impacto de várias medidas de distanciamento social adotadas por políticas públicas estaduais e federais.

O objetivo é fornecer às autoridades informações sobre as consequências de relaxar ou fortalecer essas medidas de contenção do vírus, disse Meyers à reportagem.  

Pesquisadores do Laboratório Nacional Argonne, em Lemont, Illinois, usam os supercomputadores para estudar a disseminação e a evolução do vírus, bem como encontrar novos medicamentos antivirais e acelerar o desenvolvimento de vacinas. 

Cerca de 25 pesquisadores do Oak Ridge National Laboratory, da Universidade do Tennessee e de outros laboratórios e universidades nacionais estão usando a Summit, um supercomputador da International Business Machines Corp, para encontrar medicamentos que possam potencialmente tratar a doença semelhante à pneumonia causada pelo vírus, segundo o WSJ.  

Jeremy Smith, Diretor do Centro Nacional de Laboratório de Biofísica Molecular da Universidade do Tennessee/Oak Ridge, disse à reportagem que a capacidade de evolução do vírus faz com que se trabalhe com a probabilidade de mais de um medicamento para combatê-lo. 

A Summit tem o poder de computação de aproximadamente 1 milhão de laptops, todos trabalhando juntos para resolver o mesmo problema, disse Smith ao WSJ. Entretanto, mesmo com toda tecnologia a favor, em uma pesquisa científica “você nunca sabe se será bem-sucedido em atingir sua meta final”. 

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

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