Pesquisa: impacto da Covid-19 revela importância das redes

 Pesquisa: impacto da Covid-19 revela importância das redes

A Ericsson acredita que o número global de assinaturas de 5G chegará a 190 milhões no final de 2020 – e a 2,8 bilhões no final de 2025. Estas são algumas das previsões apresentadas na edição de junho do relatório Mobility Report da Ericsson, que contém também projeções para crescimento do tráfego de dados e assinaturas regionais.

Além disso, o relatório analisa incisivamente o papel das redes e da infraestrutura digital ao manter as sociedades em funcionamento e as famílias conectadas durante a pandemia do COVID-19.

“A disseminação do COVID-19 levou pessoas de todo o mundo a mudar suas vidas diárias e, em muitos casos, a trabalhar ou estudar em casa. Isso levou a uma rápida mudança do tráfego de rede das áreas comerciais para as residenciais. Esse relatório mostra que nesse cenário, as redes móveis e fixas cada vez mais são componentes importantes de uma infraestrutura nacional crítica”, afirma Paulo Bernardocki, Diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson.

Embora a pandemia tenha desacelerado o crescimento das assinaturas de 5G em alguns mercados, houve aceleração em outros. Por isso, a Ericsson elevou sua previsão para o final de 2020 do número global de assinaturas de 5G.

“Além de medir o sucesso do 5G pelo volume de assinaturas, seu impacto será julgado pelos benefícios que traz para pessoas e empresas”, acrescenta Bernardocki. “O 5G foi feito para a inovação, e esta crise destacou o verdadeiro valor da conectividade e o papel que ela pode desempenhar no reinício das economias”.

O valor da infraestrutura digital

Alterações no comportamento dos usuários devido à quarentena provocada pelo COVID-19 causaram alterações mensuráveis no uso de redes fixas e móveis. A maior parte do aumento do tráfego foi absorvida pelas redes residenciais fixas, que tiveram um crescimento de 20 a 100%. Mas muitos provedores de serviços também notaram um aumento na demanda em suas redes móveis.

Em um estudo recente realizado pelo Ericsson Consumer Lab, 83% dos entrevistados de 11 países afirmam que as tecnologias de informação (TICs) têm sido de grande ajuda para lidar com a quarentena. Os resultados mostram uma maior adoção e uso de serviços de TIC, como aplicativos de e-learning e bem-estar, que ajudaram os consumidores a se adaptarem a novas realidades, sustentadas pela conectividade.

No futuro, enquanto 57% dos entrevistados do estudo Ericsson Consumer Lab afirmam pretender economizar dinheiro para fins de segurança financeira, um terço planeja investir em 5G e em uma banda larga aprimorada em casa para estar mais bem preparado para uma segunda potencial onda de COVID-19.

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A FWA assume um papel expandido

Prevê-se que as conexões sem fio fixas (FWA) cheguem a quase 160 milhões até o final de 2025, totalizando cerca de 25% do tráfego de dados da rede móvel global e atingindo 53 exabytes. Será um crescimento de quase 8 vezes em comparação aos números do final de 2019, quando o tráfego global de dados de FWA havia sido estimado em cerca de 15% do total global.

As FWA de 4G ou 5G são uma alternativa cada vez mais econômica para o fornecimento de banda larga. É um mercado impulsionado por vários tipos de atividade, como as demandas de consumidores e empresas por serviços digitais, além de programas e subsídios patrocinados pelo governo.

O relatório também inclui previsões sobre o crescimento do tráfego de dados, assinaturas regionais e informações sobre jogos baseados na nuvem, além de artigos detalhados sobre redes dedicadas privadas e a estratégia de ondas milimétricas da Verizon para áreas metropolitanas direcionadas.

Por Redação

Via tiinside

Editor MDR

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