Para 76% das empresas no Brasil, IoT será de alta importância nos próximos anos

 Para 76% das empresas no Brasil, IoT será de alta importância nos próximos anos

Ainda assim, entre 2018 e 2019, caiu o número de executivos no país que pretende investir na tecnologia nos próximos 18 meses.

Pesquisa da Logicalis revela que 76% dos executivos avaliam que, no médio prazo, entre 2022 a 2024, a Internet das Coisas (IoT) terá importância “alta” ou “muito alta” para os negócios. A expectativa caiu um pouco se comparada ao ano passado, em que 82% dos executivos acreditavam na alta importância da IoT para os três a cinco anos seguintes. A queda da expectativa sobre a tecnologia também fez reduzir a porcentagem de executivos que pretendem investir em Internet das Coisas ao longo de 18 meses.

Em 2016, na primeira edição da pesquisa “IoT Snapshot”, da Logicalis, 62% dos executivos brasileiros acreditavam que entre três e cinco anos, ou seja 2019 e 2021, a tecnologia em questão teria “alta” ou “muito alta” importância para os negócios. Hoje, 42% dos executivos avaliam a IoT dessa maneira, número um pouco maior que os 40% apontados na pesquisa de 2018.

Nos demais países latino-americanos, os entrevistados aumentaram consideravelmente suas opiniões sobre a importância da tecnologia quando comparado com 2019. No Chile, por exemplo, 37% dos executivos avaliam a IoT como de “alta” ou “muito alta” importância para os negócios, 5 pontos porcentuais menos que no ano passado, mas, no médio prazo, a importância segue a tendência de aumento, segundo relatório.

O IoT Snapshot foi realizada em parceria com a consultoria Stratica e entrevistou, entre outubro e novembro de 2019, 256 executivos, divididos em: Brasil (146), Colômbia (34), México (32), Argentina (27) e Chile (17). A pesquisa traz um retrato fiel da maturidade da IoT no mercado Latino.

Projetos e equipes

O estudo aponta que há uma tendência para que projetos relacionados à IoT sejam cada vez mais multidisciplinares. Na maioria dos casos, a gestão e implementação de projetos de IoT estão sob a responsabilidade da área de TI (60%), número um pouco menor do que na pesquisa anterior (68%).

Mas, segundo o estudo, é possível notar uma mudança significativa em relação aos projetos conduzidos por times multidisciplinares – especialmente no Brasil. Enquanto no ano passado, apenas 3% da responsabilidade e gestão era feita por equipes compostas por profissionais de TI, negócios e inovação, hoje esse porcentual cresceu para 26%. Nos demais países estudados, apenas 9% dos respondentes afirmaram que iniciativas de IoT são de equipes multidisciplinares.

De acordo com o relatório da Logicalis, a área de TI continua envolvida e tem se tornado de grande relevância para as empresas, deixando de ser um setor de apoio e infra e se tornando fundamental para melhoria do negócio.

Adoção e investimentos em IoT

A Internet das Coisas tem ganhado cada vez mais espaço na América Latina, sobretudo no Brasil, onde 35% das empresas contam com algum uso da tecnologia. Na América Latina, 24% das organizações entrevistadas já utilizam a tecnologia. O mercado brasileiro desponta ligeiramente mais maduro, ao ter a maior parte das iniciativas (19%) já em produção, enquanto nos demais países analisados, a maior parte das empresas (10%) está em fase de Prova de Conceito (PoC).

No Brasil, em 2018, 44% dos entrevistados afirmavam ter planos concretos de investir em novas iniciativas de Internet das Coisas ao longo dos próximos 18 meses. Na edição 2019, foram apenas 34% dos respondentes.

O setor que possui maiores planos de investimento na tecnologia é, novamente, a manufatura. Em segundo lugar, vem o setor de serviços, em que 33% dos executivos afirmam ter planos de investir em IoT, três pontos percentuais a mais do que no relatório do ano passado. Já o agronegócio, que aparecia em segundo lugar no último estudo com 43% das empresas planejando investir em IoT, caiu para a terceira posição entre os mais interessados, com apenas 20% dos executivos tendo planos concretos.

“Justificar investimentos de IoT é algo de suma importância – afinal de contas, a tecnologia deixa de ser hype e torna-se uma (ou mais uma) abordagem estratégica de busca de competitividade. Chegamos a um ponto em que as soluções de transformação digital estão prontas para realmente mudarem as empresas”, afirma Yassuki Takano, Diretor de Consultoria da Logicalis.

Eficiência operacional, inteligência na tomada de decisão, agilidade, redução de custos e experiência do cliente são os grandes benefícios esperados ao adotar IoT. Entretanto, a prioridade dos benefícios varia um pouco conforme as localidades.

Desafios

Apesar do aumento de relevância da IoT nos mais diversos setores do mercado, a tecnologia enfrenta algumas barreiras em toda a América Latina. O custo ainda é o principal inibidor de investimento na tecnologia para os executivos de toda região (38%). Em segundo lugar, aparece a questão da cultura organizacional, apontada por 28% dos executivos brasileiros e por 20% dos latino-americanos como principal barreira para uma adoção completa.

No tema de capacitação e preparo de equipe, os itens que aparecem como principais dificuldades enfrentadas pelos executivos brasileiros são: inteligência artificial e Machine Learning. Somente 12% dos entrevistados acreditam que suas equipes estão preparadas ou muito preparadas para usar essas tecnologias, enquanto 37% acreditam que seus times não estão preparados. Nos outros países analisados ocorre o mesmo.

Já em relação a temas confortáveis para os executivos estão: redes e segurança. No Brasil, 82% e 68% afirmam que seus times estão preparados ou muito preparados para essas questões. Enquanto isso, na América Latina rede e conectividade aparecem como principais itens do quesito.

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

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