Pademia derruba consumo de aço e queda na região deve ser de 14,5%

 Pademia derruba consumo de aço e queda na região deve ser de 14,5%

Tendência será puxada por Brasil, México e Argentina, segundo dados da Alacero.

A pandemia deverá promover um tombo no consumo aparente de aço na América Latina. Segundo a Associação Latino-americana do Aço (Alacero), neste ano deverão ser consumidos 55,68 milhões de toneladas, o que representa queda de 14,5% no comparativo com 2019. Essa queda será puxada pelo desempenho do setor no Brasil, Argentina e México, os maiores mercados consumidores da região.

O Brasil, por exemplo, segundo a Alacero, deverá apresentar um recuo de 14,4%, com 17,96 milhões de toneladas. Já na Argentina estima-se uma queda de 15,2%, para 3,32 milhões de toneladas consumidas. No México, o consumo aparente poderá ser de 21,32 milhões de toneladas, o que representa um declínio de 13,4%.

O presidente executivo da Alacero, Francisco Leal, disse que a recuperação do setor deverá acontecer já no próximo ano. Mas, essa retomada ainda não irá recompor as perdas de 2020. “Se espera um crescimento da economia em 2021 independentemente do que cada governo fará. Hoje, o PIB (Produto Interno Bruto) da região recuou 10 anos. O que devemos crescer em 2021 não compensará essa queda.”

Pelos dados da Alacero, o consumo aparente no próximo ano deverá chegar a 60,62 milhões de toneladas, uma evolução de 8,9%. Na estimativa anterior, o consumo na região era de 68,93 milhões de toneladas, uma alta de 3,3%.

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De acordo com os dados, o Brasil apresentará um aumento de 9,6% no consumo aparente em 2021, chegando a 19,68 milhões de toneladas. O presidente do Instituto Aço Brasil (IABR), Marco Polo de Mello Lopes, disse que a recuperação do setor no país está em “V”. No período mais crítico da pandemia, em abril e maio, foram desligados 13 altos-fornos e a utilização da capacidade instalada era de um pouco mais de 40%. Atualmente, em torno de seis equipamentos já voltaram ou estão próximos da operação.

A ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, anunciou ontem o religamento do alto-forno 3 a partir da segunda quinzena de outubro. Segundo a companhia, o equipamento estava parado desde abril por causa do cenário econômico desfavorável. “O alto-forno, no momento, está em fase de limpeza e pequenas manutenções necessárias para retomar sua operação. Assim a volta do equipamento deverá ocorrer a partir da segunda semana de outubro, se o cronograma não sofrer algum contratempo”, informou a companhia.

Segundo a ArcelorMittal, o religamento acontece diante da aparente tendência de recuperação do setor siderúrgico. “Embora ainda seja cedo para avaliar os próximos cenários, incluindo se haverá retomada e se ela será sustentável.” Com a volta da operação do equipamento, que tem capacidade nominal de 2,8 milhões de toneladas por ano, a ArcelorMittal Tubarão seguirá operando seus três altos-fornos com suas capacidades reduzidas, informou a empresa.

“Na siderurgia estamos no mesmo patamar das atividades do início do ano, com a utilização de 63% da capacidade instalada”, afirmou Marco Polo de Mello Lopes, do Aço Brasil.

No México, o maior consumidor da América Latina, a retomada da atividade siderúrgica será mais gradual, como afirmou José Reyes, diretor de comércio exterior da Canacero, associação que reúne as siderúrgicas do país. “Recuperação será mais horizontal e isso pode demorar mais tempo. Não vai ser como no Brasil, em ‘V’.”

Pelas estimativas da Alacero, o consumo aparente no mercado mexicano deverá ser de 22,87 milhões de toneladas, uma alta de 7,3%. Na estimativa anterior, o consumo no México era de 25,36 milhões de toneladas.

Por Valor Econômico

Via Instituto Aço Brasi;

Editor MDR

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