O que era pra acontecer em cinco anos, se concretizou em poucos meses. E agora?

 O que era pra acontecer em cinco anos, se concretizou em poucos meses. E agora?

Processo acelerado impulsionado pela covid-19 pode ter deixado alguns pontos mal amarrados no meio do caminho. Mas ainda é possível fazer ajustes.

Há algum tempo o tema Transformação Digital vem permeando as reuniões de CIOs de organizações de diferentes portes. Os focos são variados: infraestrutura; digitalização dos processos; Big Data; Inteligência Artificial; cloud computing; e Internet das Coisas. Antes da pandemia, algumas empresas já haviam ingressado nesse novo momento, enquanto outras estavam em processo de mapeamento das etapas, avaliação de custos e escolha de parceiros. Mas postergavam a decisão sempre que precisavam resolver um problema pontual do dia a dia.

Quando começaram os primeiros movimentos de distanciamento social, tudo mudou. O primeiro choque para algumas organizações foi aderir ao trabalho remoto. Alguns executivos, da noite para o dia, precisaram digitalizar o negócio, fazer aquisições e organizar a estrutura de TI para viabilizar o trabalho remoto. Era preciso criar ou ampliar a capacidade de compartilhar informações, se comunicar a acessar os dados a qualquer hora e de qualquer lugar. Estar fora da nuvem deixou de ser uma opção viável. Paralelamente a isso, era preciso inserir ou reforçar na empresa a cultura do trabalho distribuído, com atenção especial para orientar os líderes no processo da gestão remota e os colaboradores com relação ao autogerenciamento das ações.

O que vimos foi um processo de Transformação Digital que estava previsto para acontecer em um período de três ou cinco anos ser acelerado de maneira maciça. É possível ter uma ideia dos impactos desse movimento por meio de alguns dados do Gartner. A consultoria prevê, pelo menos, quatro crescimentos no mercado de TI até o final do ano: 6,3% nos serviços de nuvem pública; 13,4% nos serviços de infraestrutura como serviço (IaaS); e 95,4% nos de desktop como serviço (DaaS); enquanto o software como serviço (SaaS) deve encerrar o ano com receita de US$ 104,7 bilhões.

Considerando que muitas ações foram decididas às pressas, seria interessante que os CIOs fizessem uma pausa para avaliar todos os erros e acertos desde o início da pandemia até agora. Acredito que seja importante dedicar atenção para avaliar se a infraestrutura está adequada e atendendo às necessidades do negócio e dos colaboradores. Pode ser que nesse mapeamento descubra-se redundâncias de sistema, superposições, soluções inadequadas ou estruturas de cloud mal dimensionadas ou configuradas de maneira inadequada.

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É importante, ainda, avaliar se há a unificação de todas as fontes de informações. A recomendação é que essa base integre dados estruturados e não estruturados, incluindo os que foram gerados por máquinas e humanos. O fluxo desse processo precisa considerar a identificação, a análise e o carregamento das informações críticas a partir de grandes volumes de dados, da borda para a nuvem. Isso, claro, sem deixar de considerar todas as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A Transformação Digital foi um processo bastante acelerado em algumas empresas para garantir a continuidade dos negócios. Por conta disso pode ser que muitos pontos tenham ficado mal amarrados no meio do caminho. Mas ainda é possível fazer ajustes. Afinal, sempre é tempo de avaliar a infraestrutura de TI para buscar oportunidades de realizar melhorias, reduzir custos e aumentar a produtividade. Tudo em prol de uma operação mais eficiente.

Por Marcus Araujo

Via CIO

*Marcus Araújo é diretor financeiro da MPE Soluções

Editor MDR

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