O poder dos dados aplicados à área de produtos.

 O poder dos dados aplicados à área de produtos.

Times de produtos ganham protagonismo a medida que o uso de dados e experiência do cliente se combinam para entregar valor em toda a organização.

Na era dos aplicativos e da experiência do consumidor, os times de produtos nunca foram tão importantes dentro das empresas. Posso dizer que o Product Owner (PO), o profissional que utiliza uma metodologia ágil para priorizar e definir as diretrizes de criação e aprimoramento de produtos, tornou-se vital para as companhias.

Lembro de uma pesquisa promovida pelo professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, que ficou muito famosa no mercado ao apontar que 95% dos projetos de novos produtos falhavam independentemente do tamanho ou da relevância da marca. Esse tipo de constatação ligou o sinal de alerta nas empresas, e ficou clara a necessidade de investir mais tempo e recursos nas áreas de produtos.

No mundo da tecnologia, do qual faço parte, os Product Owners têm um papel intimamente ligado à experiência do usuário de um software ou aplicativo. Priorizando itens de um backlog, ele vai promover os ajustes necessários de acordo com o comportamento do mercado e aquilo que o cliente precisa. Num contexto de isolamento social causado pela pandemia da COVID-19, por exemplo, o PO de um aplicativo de entregas terá a missão de manter o produto atualizado e conectado às tendências de consumo desse período. Com técnicas de Business Intelligence (BI), ele também “prevê o futuro”, dando suporte à TI com dados seguros, alta performance e velocidade.

Mas por que, afinal, tantos projetos continuam dando errado mesmo com os avanços e inovações à disposição das equipes? Com certeza não existe uma resposta simples, mas eu quero ressaltar aquela que pode ser a base de todo problema: a falta de uma infraestrutura adequada para lidar com a infinidade de dados à disposição.

Apoiador:

Os chamados silos de dados representam um dos grandes pesadelos que as empresas vivem hoje. Eles se formam quando não há um ambiente de compartilhamento e combinação dos dados das diferentes áreas das empresas, fazendo com que esses ativos tão importantes fiquem isolados uns dos outros e percam o seu potencial de gerar melhorias na operação e nos produtos de uma companhia.

Na era do Big Data, os dados precisam ser trabalhados em escala de produção. Ou seja, um processo de jornada de dados precisa ser aplicado e contemplar desde a coleta até a transformação dessas informações em insights relevantes para o negócio. Isso, no entanto, só acontece em um ambiente no qual há capacidade de armazenamento e circulação dos dados entre os setores da empresa.

As perspectivas para isso são animadoras. Conforme uma pesquisa do Gartner que vi recentemente, até 2025, 60% dos líderes de Infraestrutura e Operações (I&O) vão apostar em tecnologias disruptivas para inovar nas empresas, trazendo inúmeros benefícios para a área de produtos, especialmente no que diz respeito aos dados.

Uma infraestrutura adequada permite a disponibilidade das informações 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ou seja, os dados estão disponíveis em qualquer momento e são entregues de maneira ágil. Ela também reduz os custos operacionais, com foco nas reais necessidades de I&O de cada empresa, impactando diretamente nos resultados de negócio.

Nesse contexto, o time de produtos terá muito mais flexibilidade e agilidade para entrar em ação e oferecer soluções cada vez mais adequadas ao negócio.

Por Redação

Via CIO

*Marcelo Sales é diretor de arquitetura e pré-vendas da Hitachi Vantara na América Latina

Editor MDR

Você pode gostar também...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *