Negócios digitais devem transformar gestão de dados em 2021

 Negócios digitais devem transformar gestão de dados em 2021

Em tempos de contenção de custos e operações remotas, empresas que não conseguirem simplificar e informatizar seus processos ficarão para trás.

Já é consenso entre a maioria dos especialistas que o novo normal é algo que veio para ficar. Muitas das adaptações que foram criadas para ajudar a manter o funcionamento dos negócios em meio ao fechamento de locais físicos e medidas de distanciamento social impostas pela pandemia, provaram ser, na verdade, modelos sustentáveis e eficientes no longo prazo.

O trabalho remoto é uma dessas tendências que devem permanecer a despeito da chegada de uma vacina ou do fim da epidemia.

Segundo uma pesquisa realizada pela Cushman & Wakefield no Brasil, 73,8% das empresas pretendem instituir esse regime de forma permanente.

Por outro lado, a forma como conhecemos o teletrabalho, a nuvem ou a inteligência artificial serão completamente modificadas. Tais soluções devem ser combinadas, integradas, melhoradas e adaptadas, ganhando diferentes nomenclaturas e também funcionalidades.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Gartner, sobre as Principais Tendências de Tecnologia Estratégica para 2021, operações remotas, internet do comportamento, nova visão computacional e hiperautomação são alguns dos termos que ajudarão a acelerar os negócios digitais.

Apoiador:

Internet do Comportamento (IoB)

Considerada uma vertical da Internet das Coisas (IoT), a Internet do Comportamento deve ganhar maior predominância, visto que ela permite analisar dados comportamentais dos usuários. Por meio de aprendizado de máquina e inteligência artificial, será possível às empresas coletar, processar, gerenciar e automatizar dados de diferentes fontes para entender como as organizações interagem com as pessoas.

Esse tipo de tecnologia será especialmente útil no trabalho remoto ou no home-office, já que será possível obter dados sobre acesso aos ambientes corporativos, comportamento na internet e, principalmente, os canais de comunicação mais utilizados para contato com as equipe e gestores.

Mas todo esse monitoramento esbarra em questões legais de segurança, como a LGPD e políticas de privacidade. Daí a necessidade de combiná-la com soluções que mantenham essas informações criptografadas enquanto trafegam no servidor.

Computação que aprimora a privacidade

A tendência da nova visão computacional traz a união de três tecnologias para proteger os dados a partir da coleta. São eles: um ambiente confiável de processamento, gerenciamento descentralizado e criptografia durante análise e tráfego no servidor.

É crescente a necessidade de as organizações compartilharem dados, visto que, com o trabalho à distância, não seria factível a manipulação de documentos físicos ou guardados em locais que impeçam o acesso proveniente de dispositivos diferentes ou de funcionários fora das dependências corporativas.

Mas tal abordagem não pode sacrificar a confidencialidade dos dados, de forma a evitar as pesadas penalidades impostas pelo descumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados.

Assim, os documentos, dentro desse conceito, devem ser gerenciados de maneira descentralizada, evitando vazamentos, para, por fim, serem armazenados digitalmente, criptografados em um ambiente em nuvem seguro e com redundância, em caso de sinistro e interrupções do serviço.

Operação de qualquer lugar

Para que um modelo de operação de qualquer lugar seja plenamente incorporado aos serviços, é necessário que ele se enquadre em dois requisitos: digital e remoto.

Os bancos são um exemplo de serviço que vem quebrando paradigmas e se estabelecendo como digitais, mesmo aqueles que nasceram na era dos banqueiros.

A exemplo do Nubank e Banco Original, veteranos como Bradesco e Itaú vêm, aos poucos, modernizando suas operações para oferecer alguns serviços (antes impensáveis) remotamente, tais como concessão de empréstimos e abertura de contas.

Tais operações só foram possíveis graças aos novos modelos de contratos digitais que permitiram a formalização e assinatura sem a necessidade de se deslocar até uma agência. Tudo isso seguindo os padrões de conformidade com a LGPD e assinatura digital ICP-Brasil.

Esse tipo de automação, mais do que diminuir o número de desbancarizados, facilitou e aumentou a contratação de empréstimos, mesmo com todas as dificuldades impostas pela pandemia.

Hiperautomação

O termo “hiperautomação” é autoexplicativo. Na prática, ele determina que tudo que pode ser automatizado, deve ser automatizado.

Em tempos de contenção de custos e operações remotas, empresas que não conseguirem simplificar e informatizar seus processos serão deixadas para trás.

As tecnologias podem e devem ser utilizadas, mas não de uma forma que dificulte a comunicação e transforme uma simples tarefa em um processo extremamente moroso ou financeiramente insustentável.

Qualquer segmento de negócio, hoje, ainda que não pretenda se desfazer do seu local físico, deve, ainda assim, ter em seu planejamento uma estratégia clara e simplificada de guarda e gestão de documentos, sejam eles em locais físicos tercerizados ou em servidores em nuvem.

Colocar em prática as tendências da Internet do Comportamento, trabalho remoto, nova visão computacional e hiperautomação requer, antes, um planejamento bem orquestrado de um serviço de coleta segura e armazenamento criptografado de dados, in-company ou outsourcing, já que as consequências de uma automatização amadora vão muito além do prejuízo financeiro.

Por Marcelo Carreira

Via CIO

*Marcelo Carreira é Diretor de Marketing da Access

Editor MDR

Você pode gostar também...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *