Líderes de TI estarão na linha de frente do retorno ao local de trabalho

 Líderes de TI estarão na linha de frente do retorno ao local de trabalho

Antes disso, as organizações deverão estabelecer protocolos de gerenciamento de pandemia antes do retorno.

Empresas norte-americanas e europeias já se organizam para retomar algumas atividades de TI no local de trabalho, depois de semanas com o foco em medidas para possibilitar o trabalho remoto. À medida que se faz necessário pensar em atividades remotas à longo prazo, as marcas precisarão criar soluções robustas que exigem equipe no local.  

Os diretores de tecnologia e suas equipes provavelmente serão os primeiros a retornar ao local de trabalho, segundo a empresa Forrester Research

De acordo com a consultoria, muitos países da América do Norte e Europa estão entrando na fase três (gerenciamento) da pandemia de coronavírus, que deve durar de meados de maio até o final de 2020 e até o ano de 2021. 

Durante essa fase, protocolos de gerenciamento de pandemia (PMPs) – modos de trabalhar, viajar, reunir-se socialmente e conectar-se – deverão ser construídos e mantidos por governos, empresas, escolas e todas as organizações da sociedade.  

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A Forrester diz que, se a fase três for mal administrada por empresas, estados e governos federais, esses países não voltarão para a fase dois (distanciamento social) – eles voltarão para a fase um (infecção) e iniciarão o processo de recuperação desde o início. Isso arriscará uma interrupção da economia durante um ano, em vez da interrupção de três meses causada pela fase dois. 

“Uma recuperação pandêmica, assim como no planejamento da pandemia, requer sua própria resposta única, porque os surtos de doenças podem diminuir e depois surgir novamente. Como essa pandemia global é a primeira em 10 anos e apenas a segunda em 50 anos, as organizações precisam de orientações sobre como fechar e reabrir rapidamente suas operações se houver uma nova explosão de infecções ou uma segunda onda”, disse Stephanie Balaouras, Vice-Presidente e Diretora de Pesquisa de Grupo da Forrester. 

A tecnologia corporativa tem auxiliado no processo de retorno de funcionários ao local de trabalho, segundo o relatório “Retornando ao trabalho: como se preparar para a recuperação de uma pandemia” [Returning To Work: How To Prepare For Pandemic Recovery], da empresa de pesquisa.  

O estudo apresenta um roteiro inicial para os executivos de TI e se prepara para reabrir os escritórios corporativos – um processo que varia de acordo com o setor, mas para a maioria das empresas envolve vários estágios. 

 Segurança como prioridade 

Andrew Hewitt, analista da Forrester que atende profissionais de infraestrutura e operações, disse à Forbes que sua tarefa inicial será desenvolver uma estratégia para manter as ferramentas tecnológicas dos funcionários – incluindo PCs, dispositivos móveis, monitores, teclados e mouses – livres de germes sem danificá-los. 

“As equipes de TI precisarão de uma área de preparação que fica do lado de fora da porta da frente do escritório, onde os funcionários podem trazer a tecnologia doméstica e higienizá-la”, disse Hewitt à publicação. 

Ainda segundo o relatório, uma segunda prioridade será converter os recursos de trabalho remoto – muitos configurados em tempo real à medida que a pandemia de coronavírus se espalha – em características permanentes do local de trabalho. A medida permitirá que as empresas mantenham o distanciamento social, limitando o número de funcionários no local a qualquer momento. 

Bob Worrall, Diretor de Informações da empresa de produtos de rede Juniper Networks Inc., disse à Forbes que mesmo quando alguns funcionários retornam aos escritórios físicos, outros que ficam em casa precisam de acesso ampliado às redes corporativas. 

Muitas empresas utilizaram correções de TI de curto prazo para continuar operando durante a crise, como a organização de reuniões remotas no Zoom, no Google Hangouts ou em outras plataformas, diz a reportagem. Segundo Worrall, serão necessárias soluções mais robustas à medida que processos de negócios complexos são alterados on-line a longo prazo – incluindo aplicativos de contabilidade, vendas e recursos humanos. 

 Isso exige que as equipes de TI monitorem de perto o desempenho da rede e os padrões de uso de ferramentas de trabalho remoto expandidas para antecipar qualquer gargalo no futuro, disse Worrall. Para monitorar redes corporativas, muitas empresas precisarão implantar alguma forma de tecnologia de balanceamento de carga para espalhar picos de tráfego em vários servidores, acrescentou à publicação. 

Difícil saber quando isso vai acontecer, com alguns países deixando a responsabilidade para os estados sobre as medidas de isolamento social. Segundo a Forbes, aproximadamente um quarto das empresas da Fortune 200 disse que está pensando em reabrir os locais de trabalho em maio com algum tipo de teste Covid-19 no local, de acordo com uma pesquisa realizada este mês pela Employer Health InnovationRoundtable, um grupo do setor com foco em benefícios. 

No dia 22 de abril, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, mais de quatro milhões de testes foram realizados nos EUA e existem cerca de 825.000 casos confirmados. 

O uso da inteligência artificial e da automação também desempenhará um papel significativo na ativação do rastreamento de contatos dos trabalhadores infectados, disse à Forbes, James Manyika, Presidente do McKinsey Global Institute. 

“As medidas que precisarão ser adotadas para permitir que as empresas reabram e as pessoas voltem ao trabalho acelerarão ainda mais a digitalização que vimos acontecer tão rapidamente durante a pandemia”, disse Manyika. 

Para Aamir Paul, Presidente da empresa industrial global Schneider Electric SE nos EUA, um novo foco na segurança dos funcionários também incluirá a aplicação de recursos de TI em edifícios físicos, como sistemas de ventilação inteligentes para proporcionar melhores condições ambientais, segundo a reportagem da Forbes. 

“Proteger os funcionários e permitir a eficiência precisará ocupar o centro do palco. Veremos níveis sem precedentes de investimentos em capital e tecnologia dedicados a essas áreas nos próximos dois a três anos”, disse Paul. 

Planejamento de recuperação 

Segundo o relatório da Forrester, as organizações devem estabelecer protocolos de gerenciamento de pandemia antes de retornar os funcionários ao trabalho. As principais medidas de planejamento de recuperação de pandemia são sugeridas pelas seguintes fases: 

  • Retorno dos funcionários ao trabalho em etapas para minimizar os riscos. As organizações reduzirão o risco financeiro de reabrir lojas, fábricas e outras instalações antes que a demanda seja retomada, além de reduzir o risco de infecção;
  • Revisão e reconfiguração os espaços físicos para proteger o bem-estar dos funcionários. Globalmente, órgãos reguladores como a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional estão publicando estruturas de risco para orientar os empregadores sobre como proteger os funcionários durante o COVID-19;
  • Uso do digital para dinamizar novas oportunidades. Qualquer comerciante que ainda não tenha uma presença digital deve investir nela agora. Além disso, utilize o digital para dinamizar novos modelos de receita;
  • Alinhamento de prioridades de negócios e trabalho em estreita colaboração com o CFO para planejar um retorno total à capacidade. As principais decisões sobre quando, como e quantos funcionários retornam ao trabalho serão baseadas na viabilidade financeira da empresa. Um plano de recuperação exigirá que os diretores financeiros determinem os limites de viabilidade financeira e equilibrem as contramedidas de corte de custos com os requisitos operacionais dos negócios;
  • Comunicação contínua com todos os principais públicos – especialmente funcionários. A estratégia de comunicação deve descrever claramente como a organização se comunicará antes, durante e após a pandemia. Ele deve ditar os canais reais, modos de comunicação e a frequência da comunicação;
  • Criação de resiliência de negócios como uma vantagem competitiva. Empresas resilientes – aquelas que podem cumprir sua visão e missão, independentemente da crise ou perturbação – criarão uma estratégia e uma estrutura para identificação e mitigação de riscos; planejamento e preparação completos da continuidade dos negócios; capacidade flexível de resposta a crises e incidentes; e sistemas comerciais e cadeias de suprimentos projetados para redundância e confiabilidade. 

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

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