Indústria mantém tendência de recuperação da confiança, mostra FGV

 Indústria mantém tendência de recuperação da confiança, mostra FGV

TAUBATÉ, SP, BRASIL 25.04.2018 Robô trabalha na montagem de câmbio em linha de produção de motores na fábrica da Ford, em Taubaté (SP) (Diego Padgurschi/Folhapress)

Opinião dos empresários sobre a situação dos negócios no momento tem se aproximado cada vez mais do período pré-pandemia, aponta entidade

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 8,9 pontos em agosto, alcançado 98,7 pontos. Após quatro meses em alta, o índice recuperou 40,5 pontos, ou 93,8% dos 43,2 pontos perdidos em março e abril.

“A confiança do setor industrial manteve a tendência de recuperação iniciada nos últimos meses de forma consistente e disseminada. Apesar de ainda se mostrarem insatisfeitos com o nível de demanda, a opinião dos empresários sobre a situação dos negócios no momento tem se aproximado cada vez mais do período pré-pandemia”, diz Renata de Mello Franco, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.

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Para os próximos meses, segundo ela, os indicadores de expectativas mostram certo otimismo, com mais de 40% do setor prevendo aumento do ritmo de produção. “Contudo, observamos que ainda há muita incerteza das empresas, evidenciada pela dificuldade de recuperação do indicador de tendência dos negócios”, afirma.

Em agosto, 18 dos 19 segmentos industriais pesquisados tiveram aumento da confiança. O resultado do mês reflete tanto melhores avaliações sobre o momento presente quanto perspectivas mais otimistas para os próximos três meses. O Índice de Situação Atual subiu 8,7 pontos, para 97,8 pontos. Já o Índice de Expectativas avançou 9,1 pontos, para 99,6 pontos, acima do nível de março (96,2 pontos), mas ainda abaixo de fevereiro (101,8 pontos).

Todos os três indicadores que compõem o IE apresentaram crescimento significativo. Produção prevista e emprego previsto avançaram 8,8 pontos e 9,3 pontos respectivamente, para 107,8 pontos (o maior resultado desde abril de 2013,) e 102,3 pontos (o maior desde março de 2018), ambos superam o nível de 100 pontos, considerado neutro. Por sua vez, o indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes apesar de avançar 8,7 pontos, para 88,8 pontos, ainda está 16,1 pontos abaixo do nível de fevereiro e do nível de neutralidade.

Em relação ao momento atual, houve aumento da satisfação dos empresários com a situação atual dos negócios. O indicador avançou 12,1 pontos para 99,1 pontos, maior nível desde fevereiro e exerceu a maior influência sobre o ISA. A parcela de empresas que avaliam a situação atual como boa aumentou de 19,1% para 27,2% do total, enquanto a parcela das que a consideram fraca caiu de 40,6% para 27,5% do total. O nível dos estoques subiu 8,8 pontos, de 90,2 pontos para 99 pontos, e o de demanda cresceu 4,7 pontos, de 91,0 pontos para 95,7 pontos. Apenas o indicador de estoques está abaixo de março desse ano.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve acréscimo de 3 pontos percentuais, de 72,3% para 75,3%. Com esse resultado, o Nuci encontra-se no mesmo patamar de março, e apenas 0,9 ponto abaixo de fevereiro (76,2%).

Por Valor Econômico

Via Aço Brasil

Editor MDR

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