IGP-M acelera alta para 2,23% em julho, aponta FGV

 IGP-M acelera alta para 2,23% em julho, aponta FGV

No ano, o indicador acumula elevação de 6,71% e, em 12 meses, de 9,27%

Pressionado pelos custos ao produtor nos diversos estágios de processamento, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a alta para 2,23% em julho, após subir 1,56% um mês antes. No ano, o indicador acumula elevação de 6,71% e, em 12 meses, de 9,27%. Em 2019, o IGP-M registrou em julho avanço de 0,40%, com acumulado de 6,39% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor (IPA-M) subiu 3% em julho, depois de aumentar 2,25% um mês antes, pressionado pela inflação de matérias-primas brutas (2,57% para 6,35%). Nesse grupo, puxaram o índice itens como soja em grão (1,43% para 8,89%), minério de ferro (5,83% para 8,98%) e bovinos (3,26% para 8,94%).

Os custos de itens intermediários na produção também subiram mais, de 1,70% em junho para 2,06% em julho, puxados por combustíveis e lubrificantes para a produção (6,12% para 12,78%). Nos bens finais, em contrapartida, a inflação desacelerou, de 2,45% para 0,45%, influenciada por alimentos in natura.

Apoiador:

A pressão de custos ao produtor se refletiu com menor intensidade nos preços ao consumidor. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu 0,49% em julho, após alta de 0,04% em junho. Das oito classes de despesa avaliadas, a principal contribuição partiu de transportes (0,21% para 1,45%), influenciados pela alta da gasolina (0,40% para 4,45%).

Mudaram de rumo entre junho e julho os grupos educação, leitura e recreação (-1,33% para 0,12%) e habitação (-0,11% para 0,49%) enquanto subiram mais saúde e cuidados pessoais (0,19% para 0,32%) e comunicação (0,41% para 0,61%).

Em contrapartida, alimentação suavizou o ritmo de alta (0,45% para 0,05%), vestuário acentuou a queda (-0,11% para -0,24%) e despesas diversas registraram leve alteração (0,21% para 0,20%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,84% em julho, ante 0,32% no mês anterior, puxado pelos acordos salariais coletivos firmados no Rio de Janeiro e em São Paulo, que resultaram em alta de 0,92% no custo da mão de obra.

Por Valor Ecônomico

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

Você pode gostar também...

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *