Empresas investem 8% do faturamento em TI, revela pesquisa da FGVcia

 Empresas investem 8% do faturamento em TI, revela pesquisa da FGVcia

O FGVcia, Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), divulgou nesta quinta-feira, 4, a 31ª Edição da Pesquisa Anual do Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, mostrando que o investimento e gasto das empresas em TI foi de  8%, valor similar que o  setor tem no PIB brasileiro..

Segundo o prof. Fernando S. Meirelles, coordenador do estudo, a pesquisa feitas com uma amostra de 2.622 médias e grandes empresas, 66% delas no ranking das 500 maiores empresas, revela que o custo anual de TI por usuários atingiu no passado o valor de R$ 52.000, mostrando que não há economia de escala nos custos, que cresce ainda mais de acordo com o tamanho da empresa.

O setor de Serviços está acima dessa média de investimento chegando a 11,4% do faturamento líquido das empresas (os bancos investem ainda mais, 15,7%); o setor de Industrias, 4,8% e o Comércio 3,8%. Ou seja, na média o investimento atinge 8% do faturamento liquido das organizações.

“Através dos resultados divulgados, podemos observar que está cada vez mais comprovado o processo de Transformação Digital das empresas e da sociedade. A quantidade de computadores em uso no Brasil também nos traz um dimensionamento da importância da tecnologia”, revela Meirelles, explicando ainda que atualmente são 190 milhões de computadores – desktop, notebook e tablet -, em uso no país. “Esse volume corresponde a 9 computadores para cada 10 habitantes, 90% per capita”.

A venda anual de computadores em 2019 foi 12 milhões (-3% em relação ao ano anterior), a mesma quantidade atingida nos anos de 2016 e 2017, metade do pico de 2013. Segundo ele, é difícil prever as vendas desse ano, que em janeiro e fevereiro estavam crescendo, mas que caíram com a pandemia. “Ficar e trabalhar em casa aumentará tanto o uso como a venda? Uma pergunta difícil de responder, mas certamente algumas coisas de nosso novo modelo de trabalhar vão permanecer”, diz Meirelles.

Para ele, a transformação digital será antecipada e acelerada em 2020: o smartphone domina usos, como bancos e mídias sociais. Uma ruptura já visível na migração para o uso de dispositivos digitais, sendo antecipada pelo isolamento e pandemia, ensino e trabalho a distância vão deixar marcas permanentes.

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Continuamos com mais de um smartphone por habitante

Em relação à quantidade de smartphone, a pesquisa aponta que permanece com mais de 1 por habitante em uso no Brasil. Ao todo, são 234 milhões de smartphones). Ao adicionar notebooks e tablets, são 342 milhões de dispositivos portáteis em junho 2020, ou seja, 1,6 dispositivo portátil por habitante.

Ele diz que as vendas desse ano smartphones foram boas, mas mais para reposições. A liberação do auxilio emergência também motivou a compra de aparelhos para que crianças de baixa renda pudessem acessar os conteúdos escolares. E também, as pesquisas mostram queda nas vendas de pré-pagos.     

Na análise do mercado usuário de Sistemas Integrados de Gestão (ERP), da TOTVS, SAP e Oracle detêm 77% do mercado, sendo a TOTVS na liderança no total e nas empresas menores, já nas grandes organizações, a SAP ocupa o topo do ranking. Na categoria de usuário final, a Microsoft continua dominando, várias com 90% do uso.

Nesse setor, Meirelles diz que as empresas estão buscando uma nova integração dos sistemas de gestão para atender os desafios do mercado atual, uma “reimplantação do ERP”, um “novo ERP.”

Já o segmento de Inteligência Analítica (que reúne BI – Business Intelligence and Analytics) continua responsável por boa parte do lucro de vários fabricantes, entre eles: SAP, Oracle, TOTVS, Microsoft, Qlik e IBM, que, nesta ordem, que são líderes desse segmento com 91% do mercado. Nesse quesito, salienta-se a o crescimento da Qlik com 13% do total.

Além do ERP e IA, as grandes empresas estão investindo em Governança de TI, Inteligência Artificial e IoT (Internet das Coisas). Ele explica que a pesquisa ainda não consegue quantificar e avaliar os investimentos das empresas em cloud computing, mas que pretende no futuro fazer um estudo detalhado. A pesquisa da FGVcia traz ainda números inéditos e interessantes, retratando o cenário atual e as tendências desse ambiente, sendo uma valiosa contribuição para os meios empresariais e acadêmicos. Um resumo dos resultados está disponível aqui.

Por Claudiney Santos

Via tiinside

Editor MDR

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