Dados: uma perspectiva positiva

 Dados: uma perspectiva positiva

Ao longo dos últimos anos, privacidade e proteção de dados vêm ocupando lugar de destaque na pauta das publicações, discussões, eventos e debates relacionados ao gerenciamento de informações pessoais.

O assunto ganhou mais força com a criação de regulações específicas como a GDPR europeia (General Data Protection Regulation) e a LGPD brasileira (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) congregando visões de profissionais de tecnologia, segurança, jurídico, marketing e diversas outras áreas.

O momento que vivemos provocou uma avalanche de digitalização dos processos das empresas e da sociedade em geral sem precedentes. De uma hora para outra, o isolamento levou muitas pessoas a trabalharem de suas casas em modelos de home-office forçando as empresas a adaptarem sua operação a esta nova realidade de forma muito rápida.

Grande parte da mudança aconteceu de forma linear, transformando uma atividade ou evento presencial em virtual por meio de plataformas digitais de comunicação e streaming. Para o futuro, a previsão é que as empresas irão redesenhar seus modelos utilizando inteligência artificial.

As capacidades analíticas avançadas estarão no centro da estratégia das companhias, de acordo com um estudo do Boston Consulting Group chamado The Rise of the AI-Powered Company in the Postcrisis World.

De certa forma, o uso de dados nunca esteve tão evidente como agora. A todo momento ouvimos expressões como “dados da Organização Mundial da Saúde indicam…”. Isso mostra que todas as decisões, ações e estratégias são centradas em dados.

Práticas que a academia e a indústria da saúde já conhecem há muito tempo e que por causa das mudanças em nossas rotinas pessoais, passaram a fazer parte de nosso cotidiano.

Vale destacar alguns elementos-chave que viabilizaram a rápida adaptação a esta nova realidade: facilidade no compartilhamento dos dados, computação em nuvem, inteligência artificial e hiperautomação.

Este conjunto, quando combinado é responsável pelos maiores esforços de colaboração vistos na sociedade moderna e por manter a atividade econômica de diversos setores da economia.

Se por um lado temos facilidade, democratização e “hiperconectividade” dos dados, por outro vem uma enorme pressão pelo uso responsável, ético e correto das informações com diversas empresas, órgãos e associações como o European Data Protection Board, reforçando a relevância e urgência dos aspectos da LGPD.

Diante dessa realidade, faz sentido aproveitar a convergência de forças das pessoas, empresas e governo para exercitar as competências que se tornarão perenes no exercício responsável da privacidade e proteção dos dados pessoais.

O momento é oportuno para aumentar o grau de maturidade, utilizando uma eventual extensão do prazo de vigência da lei para construção de operações e políticas corporativas centradas nos dados. O arcabouço de governança e proteção de dados, tão relevante para o cumprimento dos requisitos da lei, também é o motor para construção dos modelos de negócio digitais confiáveis que todos buscam no momento.

Ao adotar boas práticas, alinhadas com o direcionamento dos órgãos regulatórios, as empresas e o País ganham mais transparência e confiança, que serão importantes não apenas para aumentar a governança interna, mas que também representarão diferenciais de segurança para atrair mais investimentos externos. Sendo assim, as empresas devem encarar o movimento em direção à LGPD como positivo, essencial e urgente pois podem se traduzir em vantagem competitiva logo à frente.

Por Fabricio Lira

Via Computerworld

Editor MDR

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