Covid-19 no Pará e em Minas Gerais ainda é risco para produção da Vale, afirma Ágora

 Covid-19 no Pará e em Minas Gerais ainda é risco para produção da Vale, afirma Ágora

As diretrizes de produção de 310-330 milhões de toneladas da Vale ainda parecem ser uma meta desafiadora”, disse a corretora.

O aumento de casos diários de covid-19 continua sendo um risco para a produção da Vale . A Ágora Investimentos, que tem acompanhado a evolução da doença nos estados do Pará e Minas Gerais, destacou a crescente incerteza gerada pelas interrupções no fornecimento de minério de ferro, além dos padrões mais rígidos de segurança sanitária, da falta de trabalhadores e do aumento de processos de licenciamento atrasados.

No Pará, a disseminação da covid-19 em Parauapebas continua elevada, corroborando para a tese de risco à mineradora na região.

De acordo com dados revisados da Fiocruz, os novos casos diários chegaram a atingir 370 (média móvel de 7 dias) em 19 de junho, o que corresponde a uma alta de 30% em relação a duas semanas atrás. Marabá, outro município do estado, totalizou 100 novos casos diários agora, enquanto Canaã dos Carajás tem se mostrado mais estável.

“Em Minas Gerais, por outro lado, parece que o aumento de novos casos diários começou a diminuir, o que, a nosso ver, reduz o risco de interrupção temporária da produção na região”, afirmou a Ágora.

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Itabira apresentou redução na média móvel de 7 dias, de 28 para 4 novos casos por dia. Mariana e Itabirito seguiram trajetória semelhante, com o número diário caindo para 9 e 11, respectivamente. Nova Lima, por sua vez, passou de 7 novos casos por dia há duas semanas para 12.

A Ágora continua vendo riscos de revisão para baixo das estimativas.

“As mineradoras ainda estão expostas a possíveis interrupções relacionadas à covid-19, enquanto as diretrizes de produção de 310-330 milhões de toneladas da Vale ainda parecem ser uma meta desafiadora”, disse a corretora.

Ainda assim, a Vale continua sendo a principal escolha da Ágora no setor. Negociada com um desconto de 20 a 30% em relação aos pares australianos, a recomendação do papel é de compra, com preço-alvo de R$ 58.

Por Diana Cheng

Via MoneyTimes

Editor MDR

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