Consumo de bens industriais cresce em maio, diz Ipea

 Consumo de bens industriais cresce em maio, diz Ipea

O resultado se soma à serie de indicadores da economia que mostram reação da atividade no mês.

O consumo de bens industriais voltou a crescer em maio, após dois meses de fortes perdas durante a pandemia, mostram cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados ontem. O resultado se soma à serie de indicadores da economia que mostram reação da atividade no mês.

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais avançou 3% de abril para maio deste ano, na série com ajuste sazonal. O índice havia recuado 10,7% em março e 15,8% em abril, em relação ao mês imediatamente anterior.

Para calcular o consumo aparente de bens industriais, o Ipea soma a produção industrial doméstica às importações, excluídas as exportações. Em maio, os bens importados cresceram 10,5%, bem acima do consumo de bens nacionais (+1,9%), segundo cálculos do Ipea.

José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, explicou que as operações de importação de plataformas de petróleo puxaram para cima o consumo aparente de bens industriais no país.

“A importação das plataformas de petróleo impactaram positivamente o resultado da pesquisa. Sem isso, o consumo aparente de bens industriais teria sido menor, embora talvez ainda em campo positivo”, disse o diretor da Dimac.

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Parte das plataformas que operam no país é registrada em subsidiárias no exterior para obtenção de isenções fiscais. Com a instituição do regime aduaneiro Repetro, em 2018, as plataformas têm sido nacionalizadas, ou seja, lançadas no balanço das empresas no país, o que influencia o valor das importações.

O economista lembrou ainda que, em maio deste ano, o “lockdown” havia praticamente terminado em países como China e em parte da Europa.

“Fevereiro foi o mês de ‘lockdown’ na China. Na sequência, houve o ‘lockdown’ na Europa. Em março e abril, porém, a reabertura começou na China. Em maio, fluxo voltou ao normal em países da Europa”, acrescentou Souza Junior.

O destaque positivo do indicador do Ipea de maio ficou para o crescimento de 80,6% dos bens duráveis e de 68,7% dos bens de capital.

Os bens semi e não duráveis tiveram reação mais modesta, de 3,2%. Já os bens intermediários tiveram perda de 0,6% no mês, frente a abril.

Apesar da alta de maio, o consumo aparente de bens industriais está 21,2% abaixo de maio de 2019. A queda é explicada sobretudo pelos bens nacionais (-24,4%), já que a importação recuou menos (-5%). Com isso, o trimestre móvel tem retração de 15,8% em relação ao o mesmo período do ano passado. O indicador acumula agora baixa de 8,8% no ano e de 3,6% em 12 meses.

Por Valor Econômico

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

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