Consórcio de supercomputadores corre para desvendar coronavírus e encontrar possível cura

 Consórcio de supercomputadores corre para desvendar coronavírus e encontrar possível cura

COVID-19 High Performance Computing Consortium promete quantidade sem precedentes de poder de computação na luta contra a doença.

No combate ao coronavírus, organizações e universidades mundo afora concentram esforços para encontrar soluções que possam desacelerar o seu avanço. Atualmente, 374,725 pessoas foram diagnosticadas com o covid-19 e 16,350 morreram por conta da doença. Mas um dos novos aliados em sua compreensão pode estar na supercomputação.

Nesta semana foi lançado o COVID-19 High Performance Computing Consortium, que conta com a colaboração do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, o Departamento de Energia dos EUA, além de fabricantes líderes de tecnologia.

O consórcio trará uma quantidade sem precedentes de poder de computação – 16 sistemas com mais de 330 petaflops, 775.000 núcleos de CPU, 34.000 GPUs – para ajudar pesquisadores de todo o mundo a entender melhor o covid-19, seus tratamentos e possíveis curas.

Alto poder de processamento é chave

Sistemas de computação de alta performance permitem que pesquisadores executem um número muito grande de cálculos em epidemiologia, bioinformática e modelagem molecular. Esses experimentos levariam anos para serem concluídos, se fossem trabalhados manualmente, ou meses, se realizados em plataformas de computação tradicionais mais lentas.

O supercomputador IBM Summit, por exemplo, já permitiu que pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge e da Universidade do Tennessee selecionassem 8.000 compostos para encontrar aqueles com maior probabilidade de se ligarem à principal proteína de “pico” do coronavírus, impossibilitando a infecção das células hospedeiras. Eles foram capazes de recomendar 77 compostos promissores de moléculas pequenas que agora podem ser testados experimentalmente.

Além de laboratórios de pesquisa avançada dos EUA e empresas de tecnologia, o consórcio conta com a participação da NASA e do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Segundo a IBM, que anunciou participação no consórcio, agora é o momento de escalar a rede e seu acesso. A companhia afirma que trabalhará com os parceiros do consórcio para avaliar propostas de pesquisadores de todo o mundo e fornecer acesso a essa capacidade de supercomputação para os projetos que podem ter um impacto mais imediato.

Por Carla Matsu

Via ComputerWorld

Editor MDR

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