Confiança da Indústria atinge em novembro maior valor desde 2010, diz FGV

 Confiança da Indústria atinge em novembro maior valor desde 2010, diz FGV

Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 1,9 ponto em novembro, atingindo 113,1 pontos, o maior valor desde outubro de 2010 (113,6 pontos).

“O resultado da sondagem de novembro mostra recuperação surpreendente da confiança do setor industrial, principalmente devido às avaliações muito positivas sobre o momento atual. De maneira geral, a demanda foi considerada como forte e o indicador de estoques bateu novo recorde. Pelo lado das expectativas, houve ajuste, mas a maioria dos segmentos ainda apresenta otimismo. Apesar da queda dos indicadores de produção prevista e emprego previsto, ambos permanecem em nível elevado, sugerindo que tanto a produção como o pessoal ocupado continuariam aumentando nos próximos três meses. A boa notícia é o avanço do indicador de tendência dos negócios que, embora não tenha recuperado totalmente as perdas observadas em março e abril – mostrando que ainda há cautela por parte dos empresários -, sinaliza que o setor esteja mais otimista para o início de 2021 do que estava para 2020”, diz Renata de Mello Franco, economista da FGV, em comentário no relatório.

Em novembro, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança, e 15 estão em nível acima de fevereiro desse ano. O resultado positivo do mês reflete exclusivamente a melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente, já que houve ajuste das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 4,5 pontos, para 118,2 pontos, o maior valor desde dezembro de 2007 (118,9 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve leve recuo de 0,7 ponto, para 107,9 pontos.

O indicador que mede o nível dos estoques das empresas subiu 12,0 pontos, para 126,2 pontos, o maior valor da série histórica. A parcela de empresas que avaliam os estoques como insuficientes saltou de 10,6% para 15,7%, enquanto as que avaliam os estoques como excessivos caiu de 9,6% para 8,0%. Em relação aos demais indicadores, houve melhora de 2,6 pontos da demanda, para 112,9 pontos, e queda de 1,8 ponto da situação atual, para 113,7 pontos.

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O indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes foi o único componente do IE a apresentar resultado positivo, passando de 100,8 pontos para 104,4 pontos. Houve aumento da parcela de empresas que preveem melhora, de 45,7% para 49,0%, e queda das que projetam piora, de 11,0% para 8,2%. Em sentido oposto, o indicador de produção prevista recuou 4,8 pontos, para 108,8 pontos, enquanto o indicador de emprego previsto ficou relativamente estável, ao passar de 110,9 pontos para 110,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou relativamente estável ao passar de 79,8% para 79,7%. Em médias móveis trimestrais o Nuci cresceu 1,4 ponto percentual (p.p.), de 77,8% para 79,2%.

Por Valor Econômico

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

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