Cadeia de suprimentos no varejo ainda sofre com ‘vulnerabilidades’ humanas, aponta estudo

 Cadeia de suprimentos no varejo ainda sofre com ‘vulnerabilidades’ humanas, aponta estudo

Alta intervenção manual e problemas com a força de trabalho foram os maiores desafios enfrentados pelo setor.

Novo estudo da Universidade de Warwick, do Reino Unido, e da Blue Yonder, fornecedora de soluções de conformidade digital, apontou para vulnerabilidades humanas em toda a cadeia de suprimentos do setor varejista. A pesquisa mostrou que as empresas do setor precisarão investir em flexibilidade, visibilidade e automação para melhorar a capacidade de recuperação futura.

A pesquisa realizada com principais executivos da cadeia de suprimentos de varejo na Europa, Ásia e das Américas resultou em 105 respostas recebidas com uma distribuição relativamente semelhante em todas as regiões onde a pesquisa foi aplicada.

As respostas revelam que os executivos experimentaram uma combinação sem precedentes de demanda para alguns produtos em particular, enquanto que – em contraste – nenhuma demanda por outros. Além disso, muitas lojas foram forçadas a fechar ou adaptar suas operações para acomodar o distanciamento social.

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Desafios

De acordo com o estudo, a maioria (61%) dos varejistas utilizava inventário para amortecer a interrupção da Covid-19. Os processos e sistemas da cadeia de suprimentos foram eficazes, mas mais da metade (58%) dos varejistas afirmaram que foi necessário um alto grau de intervenção manual para responder a flutuação da demanda e da oferta.

Por outro lado, 29% dos varejistas dependia de fornecedores com redes de manufatura e distribuição mais ágeis, tornando essa uma resposta potencialmente mais eficiente e com maior capacidade de recuperação de recursos.

As flutuações ou vaivém da demanda afetaram cerca de 75% a 80% dos produtos, e os varejistas sinalizaram que responderam ligeiramente melhor às reduções do que aos aumentos da demanda.

O problema dominante para os varejistas entrevistados, principalmente operadores dos armazéns, centrou-se na força de trabalho (59%); de fato, 48% dos estabelecimentos operacionais foram afetados pela quarentena ou pela contaminação de alguns colaboradores. Isso geralmente resultou no fechamento das operações on-line e na necessidade de contratar pessoal temporário.

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

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