Automatizando a edge: conectando vários dispositivos, aplicações e dados

 Automatizando a edge: conectando vários dispositivos, aplicações e dados

Edge computing abre portas para um novo mundo, no qual dispositivos e serviços são gerenciados fora da esfera tradicional.

Acompanhando as mudanças na sociedade – e muitas vezes até pautando as novas tendências – o universo da tecnologia está em constante transformação. O mundo da TI que conhecemos hoje está passando por uma fase de descentralização. A computação que antes ficava unificada em grandes centros de processamento de dados, agora está indo para mais perto de onde cada uma dessas informações são geradas. Isso significa reunir e processar dados mais perto das aplicações, modelo que ficou conhecido como edge computing. O termo, traduzido como computação de borda para o português, abre portas para um novo mundo, no qual dispositivos e serviços são gerenciados fora da esfera tradicional.

Segundo relatório da Frost & Sullivan, a edge computing é uma tecnologia fundamental para empresas, principalmente para as industriais, já que oferece latências mais curtas, segurança robusta, coleta de dados responsiva e custos mais baixos. De acordo com previsões do levantamento, 90% dessas organizações devem adotar a computação de borda até 2022. Para tanto, as companhias precisam solucionar três desafios principais, que envolvem garantir as habilidades necessárias para solucionar seu momento na edge; construir funcionalidades que podem reagir sem interação humana de forma segura e confiável; e escalar na edge, considerando os vários números de dispositivos conectados e endpoints para levar em consideração.

Linguagem de automação unificada

Para solucionar os reveses singulares da edge em um ambiente altamente automatizado, é necessário ter uma linguagem de automação que possa conversar nativamente com esse “novo mundo externo”. O Índice de Automação do Mercado Brasileiro, criado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da empresa de pesquisas GfK, indicou crescimento do uso de tecnologia dentro das empresas brasileiras. Segundo a análise, o nível de automação nas empresas aumentou 4% de 2018 para 2019.

Um ponto positivo para a evolução da edge no País

Algumas soluções de automação (como o Ansible) adotam uma linguagem que é muito mais fácil de escrever, entender e testar do que o código de desenvolvimento de fato. Quanto mais fácil for entendê-la, mais pessoas podem usá-la e mais rápido é o retorno sobre o investimento. Ainda assim, uma linguagem de automação é suscetível à falha humana. Mas este é um risco que pode ser mitigado ao aplicar algumas das melhores práticas de desenvolvimento de software. Comece pensando em questões como revisão de fluxo de trabalho de automação ou controle de versões. Quanto mais ambientes de missão crítica forem automatizados, mais robusto deve ser o processo de desenvolvimento.

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Automação guiada para a cloud

Previsões do Gartner para o cenário global apontam que, até 2021, 75% das empresas vão implementar pelo menos uma plataforma de integração híbrida com capacidade para múltiplos provedores de nuvem ante menos de 25% em 2018. Para ser bem-sucedido na edge, é preciso observar sua correlação com a cloud computing. Uma tecnologia não suprime a outra, muito pelo contrário. Ambas coexistem em uma estratégia de TI focada na agilidade e na inovação.

Nesse contexto, a automação expande a capacidade de integrar os ecossistemas que, por sua vez, permite reconectar a edge ao data center. Isso possibilita construir e entregar uma automação agilizada em armazenamento, redes, infraestrutura, cloud e segurança. Uma solução designada para transformar automaticamente eventos em ações também é parte fundamental da infraestrutura.

A automação guiada por eventos entra para habilitar aplicações para que sejam desacopladas e reativadas, escalando apenas quando um evento acontece. Duas das principais tecnologias que estão permitindo e democratizando arquiteturas serverless, além dos provedores de cloud, são o Knative e o Cloud Events.

Combinando containers e automação

Os containers são tecnologias que permitem empacotar e isolar aplicações, com todos os arquivos necessários para executá-las. Dessa forma, fica mais fácil migrá-las de um ambiente para outro (desenvolvimento, teste, produção etc.) sem perder funcionalidades. Para organizações que operam em grande escala são necessários vários containers formando um todo para garantir um fluxo excelente de trabalho. E aí que aparecem soluções já conhecidas do mercado, como os Kubernetes.

O Kubernetes, é uma plataforma open source que automatiza as operações dos containers, eliminando grande parte dos processos manuais necessários para implantação e escala das aplicações.

Solução de ponta a ponta

A automação de TI está normalmente associada ao provisionamento e configuração de servidores em um datacenter. Enquanto as soluções de automação existentes são bem-sucedidas nestas tarefas, algumas delas ultrapassaram as operações de TI e estão se tornando ferramentas valiosas para operações de rede, analistas de segurança e operações de segurança.

À medida que a edge computing continua a se expandir, as empresas terão a tarefa de gerenciar um grande universo de dados e informações fora de sua zona de conforto. Implementar soluções que podem solucionar estes novos desafios enquanto focam em inovações no horizonte pode trazer um diferencial fundamental para as organizações se destacarem em um futuro automatizado.

Por Redação

Via CIO

*Allan Rafael Roque é Solutions Architect da Red Hat Brasil

Editor MDR

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