Atividade econômica tem queda histórica de 9,73% em abril, aponta BC

 Atividade econômica tem queda histórica de 9,73% em abril, aponta BC

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 9,73% em abril, na comparação dessazonalizada com março, maior queda da série histórica, com início em janeiro de 2003, informou a autoridade monetária nesta quinta-feira.

Até esta quinta-feira, o maior tombo havia sido registrado em março deste ano (6,16%), também em função da pandemia. Além disso, o IBC-Br registrou o menor patamar em quase 14 anos. Em abril, na série dessazonalizada, o indicador ficou em 118,3 pontos, contra 117,99 em outubro de 2006.

O resultado reflete pela primeira vez o impacto da pandemia ao longo de um mês inteiro, já que as medidas de isolamento social começaram a ser adotadas durante o mês de março. A queda do IBC-Br em março foi menor, de 6,16% (dado revisado de baixa de 5,9%).

A mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data era de decréscimo de 10%, com intervalo das projeções indo de queda de 16% a baixa de 7%.

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No acumulado de 12 meses até abril, o IBC-Br caiu 0,52%. Devido às constantes revisões do dado, o indicador em 12 meses é considerado mais estável do que a sua variação mensal.

Já na comparação com abril de 2019, houve recuo de 15,09%, na série sem ajuste. Nos quatro primeiros meses deste ano, por sua vez, a variação foi negativa em 4,15%.

Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br declinou 5,11% na comparação com os três meses encerrados em março.

O comportamento do indicador em abril foi influenciado pelos recuos de 18,8% da produção industrial, 16,8% das vendas do varejo restrito (17,5% do varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) e 11,7% da prestação de serviços. Em todos os casos, foi o pior resultado da série histórica.

O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.

Por Valor Econômico

Via Instituto Aço Brasil

Editor MDR

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