9 tendências que vão transformar os negócios e as relações entre organizações e pessoas

 9 tendências que vão transformar os negócios e as relações entre organizações e pessoas

Organizações deverão estar atentas às aplicações tecnológicas para os negócios com um olhar sobre as experiências humanas.

Depois de dez meses de pandemia e uma revolução na forma de gerir e fazer negócios, as corporações estão abraçando transformações impulsionadas pela Covid-19, muitas das quais já despontam em 2021. O relatório da Qintess, fornecedora de soluções de tecnologia, identificou uma série de tendências corporativas e culturais, muitas delas impulsionadas pelos desafios de 2020, que devem transformar empresas e colaboradores. Entre as principais predições envolvendo aspectos tecnológicos e humanos, o relatório apresenta alguns recursos em alta no mundo, como mineração de processos, business anywhere people analytics.

“Pessoas e corporações terão um relacionamento mais profundo, com maior adaptação às volatilidades, amparadas pela tecnologia. Modelos de gestão serão renovados com base na inovação e nos dados, trazendo maior flexibilidade e agilidade, bem como transparência”, aponta Breno Barros, Chief Innovation & Marketing Officer da Qintess.

O executivo lembra que em 2020, mudanças tiveram que ocorrer da noite para o dia, mas quem agiu rapidamente com as ferramentas certas, conseguiu se manter e até prosperar.

Alguns desses recursos estão despontando com fortes tendências de crescimento, segundo o relatório:

Análise das tomadas de decisão

Como muitas decisões foram baseadas na intuição ou recursos disponíveis naquele momento, chegou a hora de analisar quais tecnologias adotadas foram as mais adequadas, dos aspectos financeiros, aos riscos e à volatilidade. Também é possível aprimorar esse processo com estratégia e execução baseadas em analytics e decision science. O exame das decisões conectadas a uma rica malha de dados e dispositivos reforça o caminho para modelos de negócios mais digitais.

Apoiador:

Mineração de processos

Muitos acreditam que usar métodos robustos para definir processos é o suficiente para que tudo saia conforme planejado. No entanto, as instituições podem estar apoiadas em processos obsoletos, que não atendem ao “novo digital” e utilizar a mineração de processos é uma forma de obter um olhar mais analítico. A busca por excelência digital muitas vezes promove acúmulo de solicitações para automação combinando o machine learning (ML), com softwares empacotados. Porém, o ciclo de análise precisa ser contínuo, com foco no aprimoramento da experiência.

Modularização inteligente

O argumento de que investimentos de longo prazo não colheram os resultados esperados tem freado a transformação. Uma abordagem modularizada, chamada de “Intelligent Compostable Business”, possibilita uma reengenharia profunda na forma como as organizações tomam decisões, dando maior resiliência aos desafios e, em alguns casos, permitindo aproveitar investimentos existentes. Gerir os componentes de conexão, como exemplo as API’s, permite que empresas criem rapidamente uma estratégia e modernização de seu front end e canais de relacionamento, usando parte do core construído ao longo dos anos.

Business anywhere

A tendência ganhou força durante a pandemia e permanecerá. Mas é preciso observar quais as tecnologias que suportam a nova versão dos negócios, com intersecções cada vez maiores entre o físico e o digital. Isso reforça a necessidade de dar espaço às tecnologias mais apropriadas para automação de processos e infraestruturas resilientes, como nuvem e edge computing. No entanto, também cresceu a importância de buscar o equilíbrio entre a qualidade de vida e a saúde mental, com a adoção das práticas de gestão, políticas de segurança e governança, bem como a busca por modelos de engajamento.

Comportamento digital

A internet do comportamento (Internet of Bodies) atuará como uma extensão da Internet das Coisas, pois a coleta de dados também possibilitará uma profunda análise da percepção emocional, compondo as experiências, não apenas das pessoas, mas da sociedade como um todo. Conforme as empresas conhecem a fundo o comportamento digital em caráter individual e coletivo, mais poderão tomar decisões estratégicas que diminuam o risco, aumentem a assertividade e eficiência. A tendência cresce em áreas como a da saúde e o setor financeiro, mas também pode ser aplicada na gestão pública.

Ecossistema de experiências

Muitas empresas realizam investimentos pesados, travando uma dura competição para atrair talentos e conquistar clientes. Os componentes de atração e retenção estão associados à qualidade da experiência, observando como as pessoas interagem entre si e com o negócio. Esse ecossistema identifica interseções entre disciplinas tradicionalmente isoladas como multiexperiência (MX), experiência do cliente (CX), experiência do colaborador (EX) e experiência do usuário (UX), ajudando as organizações a encontrar soluções impactantes e coesas, eliminando redundâncias e melhorando a eficiência de custos.

People Analytics

As plataformas de dados de clientes (CDP) ganharam muita força nos últimos meses, pois dados fragmentados de várias fontes são difíceis de organizar para gerar valor. As ferramentas de analytics e big data continuam relevantes, mas uma nova abordagem está em ascensão. O uso da plataforma de dados do cliente, conhecida como “people analytics”, na gestão de pessoas, é possível com o uso dos novos modelos operacionais e a contínua coleta de dados em um ecossistema em constante expansão.

Personalização das massas

Com a expansão da gestão de conectores (API’s), as empresas ganharam mecanismos para personalizar mais suas relações com clientes e colaboradores. Isso permite conectar sistemas complexos, e muitas vezes legados, com novos componentes, oferecendo um front end atrativo e personalizável. Conexões rápidas e intuitivas com usuários e consumidores aceleram o consumo e promovem fidelização. Surge assim a API Economy, que permite a personalização do consumo em massa.

Gamificação e trilhas de aprendizado

Desenvolver novas soluções e habilidades pode ser feito com o uso de estratégias lúdicas, como o uso de jogos e o desenvolvimento de trilhas de aprendizagem. A gamificação, ou melhor, uso de jogos para explorar soluções de forma criativa, tem sido uma realidade crescente, não somente para o treinamento, mas também para aprimorar antigas problemáticas corporativas. Eles estão cada vez mais completos e os hackathons, capazes de atribuir recompensas, são exemplos de como este tipo de competição pode trazer excelentes resultados, com baixo investimento e com agilidade. Estas ações promovem redução nos custos de treinamento e permitem conectar profissionais e clientes.

Por Redação

Via CIO

Editor MDR

Você pode gostar também...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *